Mulheres na política e tolerância zero à violência doméstica: como pensa Soraya Thronicke, pré-candidata à Presidência pelo União Brasil

Liberal na economia e defensora da família, a senadora e presidente do União Brasil Mulher é inimiga da corrupção

Pré-candidata à Presidência da República pelo União Brasil, Soraya Vieira Thronicke, 49 anos, nasceu em Dourados, Mato Grosso do Sul. Atualmente, ocupa o cargo de presidente do União Brasil Mulher, núcleo do partido que estimula, capacita e debate a presença feminina no meio político.

Formada em Direito UNAES de Campo Grande, em 2002, advogou, voluntariamente, para famílias, mulheres, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Tem MBA em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (2006) e cursos de extensão em Direito Tributário e em Direito de Família e Sucessões.

Nos últimos anos, tornou-se uma grande liderança nos movimentos democráticos de rua na luta pelo combate à corrupção. Eleita senadora em 2018 com 373.712 votos, Soraya é liberal na economia e defensora ferrenha da participação feminina na política. Também já declarou publicamente ser contra o aborto e a liberação das drogas e a favor dos valores da família.

Logo no início do seu mandato, presidiu a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal (CRA) de 2019 a 2021. Também é autora de projetos que aumentam a proteção de vítimas de violência doméstica e feminicídio. Entre eles, o que obriga o poder público a oferecer curso de defesa pessoal às mulheres em situação de violência familiar e o projeto que autoriza o uso de spray de pimenta e arma de eletrochoque para defesa pessoal em todo o país.

A mais recente proposta que trata do tema, elaborada com a contribuição de Rosângela e Sergio Moro, estabelece que o agressor possa ser transferido para unidade prisional afastada da residência da vítima, até mesmo para outro estado, para evitar ameaças e retaliações a essas mulheres e seus familiares. Este projeto foi inspirado na trágica história de violência doméstica sofrida pela Barbara Penna, uma ativista na luta em defesa das mulheres.

Durante a CPI da Covid, Soraya Thronicke adotou tom crítico à postura do governo federal, especialmente sobre a demora na compra de vacinas e o tratamento precoce, comprovadamente ineficaz.