Senado aprova projeto de Jayme Campos (MT) que estimula campanhas por uso racional da água

O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (13), o projeto de lei (PL) 661/2022, de autoria do senador Jayme Campos (MT), que inclui nos Planos de Recursos Hídricos a promoção de campanhas educacionais periódicas para estimular o uso racional da água. Segundo o parlamentar, o objetivo de sua proposta é garantir, em lei, “atitudes mais proativas” que consolidem em favor da sustentabilidade.

“Não é de hoje que tenho sustentado a necessidade de fazer campanhas de esclarecimento para os diversos segmentos da sociedade brasileira, desde o consumidor doméstico até os grandes demandantes de água nas indústrias e nos campos, com o intuito de criar e sedimentar uma concepção da água como bem imprescindível para a vida”, disse, em plenário.

O PL, que recebeu elogios de parlamentares de diferentes partidos, segue agora para análise da Câmara dos Deputados. De acordo com levantamento do Instituto Trata Brasil, quase 40% da água potável no país é desperdiçada, ou seja, a cada 100 litros de água captada da natureza, cerca de 40 litros se perdem por conta de vazamento nas redes, fraudes, erros de leitura dos hidrômetros, entre outros motivos.

“Tais desperdícios causam prejuízos econômicos da ordem de R$ 12 bilhões por ano. Torna-se necessário, portanto, conscientizar o consumidor sobre o bom uso da água, de forma racional e correta, e como evitar o desperdício”, destacou o senador mato-grossense.

Para Jayme Campos, um dos grandes desafios da atualidade está em fornecer água potável para o maior número de habitantes não só do Brasil como do mundo bem como assegurar a quantidade necessária para sustentar indústrias, plantações, rebanhos e vida silvestre animal e vegetal.

“Temos um enorme potencial no campo do desenvolvimento sustentável, capaz de assegurar uma gestão integrada das águas e dos recursos naturais, sob a ótica social, econômica e ambiental. É fundamental evitar desperdícios e garantir o direito à água às gerações futuras, criando, gradativamente, um país mais resiliente aos choques hídricos, que serão cada vez mais constantes”, finalizou.

 

• Com informações da Liderança do União Brasil no Senado