A primeira pesquisa eleitoral registrada de 2026 no Tocantins inaugura o ano político com um mapeamento abrangente da opinião pública. O levantamento realizado pela Lucro Ativo com recursos próprios e registrado junto à Justiça Eleitoral sob o número TRE/TO 02251/2026 ouviu 1.600 eleitores em diferentes regiões do Estado e combinou avaliação administrativa com simulações eleitorais para governador, senador e disputas proporcionais. Dois nomes do União Brasil se destacam no levantamento. A senadora Professora Dorinha e o deputado federal Carlos Gaguim.
Dorinha é liderança isolada
Na simulação espontânea para governador — quando o eleitor responde sem estímulo prévio de nomes — a pesquisa aponta a professora Dorinha (União Brasil) com 36,31% das menções, abrindo larga vantagem em relação aos demais concorrentes e demonstrando elevado grau de lembrança junto ao eleitorado neste início de ciclo.
Na sequência aparecem Eduardo Gomes (PL), com 12,94%, e Ronaldo Dimas (PL), com 12,25%, configurando um segundo bloco tecnicamente equilibrado. O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) registra 8,44%, enquanto Laurez Moreira (PDT) soma 5,25%.
Os demais nomes surgem abaixo dos 4%, reforçando a pulverização do campo político no estágio atual. O índice de 8,50% de não resposta, além dos 3,06% que citaram outros nomes, indica espaço expressivo para redefinições futuras, sobretudo diante da indefinição de candidaturas e das negociações partidárias ainda em curso.
Carlos Gaguim
Já na simulação estimulada para o Senado — quando uma lista de possíveis candidatos é apresentada aos entrevistados — o levantamento revela Eduardo Gomes (PL) na liderança, com 37,13%, seguido por Carlos Gaguim (União Brasil), que atinge 28,25%, formando o principal eixo competitivo testado até o momento.
Em patamar inferior aparecem Alexandre Guimarães (MDB), com 7,00%, e Pastor Amarildo (PMDB), com 5,19%, enquanto os demais nomes permanecem abaixo dos 4%. O percentual de 10,56% de eleitores que não responderam reforça que, apesar da concentração entre dois postulantes, parte relevante do eleitorado ainda não cristalizou sua preferência para a vaga ao Senado.
O cenário indica uma disputa ainda aberta, sensível à formalização das candidaturas, à formação das chapas e à reorganização das forças políticas ao longo do ano.
A pesquisa
A amostra foi estratificada por regiões e perfil sociodemográfico, com base em dados do TSE e do IBGE.
As entrevistas foram presenciais, conduzidas por equipe treinada, com supervisão direta e checagem posterior de cerca de 20% dos questionários. O processamento ocorreu em ambiente estatístico especializado, sob responsabilidade técnica de estatístico registrado no Conselho Regional de Estatística.
Com nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, a pesquisa assegura transparência metodológica e consistência aos resultados divulgados.
*Foto: divulgação