O União Brasil decidiu, em convenção nacional, na tarde de terça-feira (4), adotar a neutralidade na disputa eleitoral para presidente da República nas Eleições de 2026.
Sendo assim, os candidatos e candidatas da Federação União Progressista estão liberados para apoiarem, em seus estados, o candidato presidencial que melhor se ajuste às costuras regionais e locais.
“Embora a gente tenha senadores, deputados estaduais e federais com posições distintas dentro da legenda, a maioria decidiu e a gente tem que ter bom senso e focar no partido, fortalecer o partido”, explicou o presidente da legenda, Antonio Rueda, que participou virtualmente da convenção, assim como diversos outros integrantes da legenda.
Pedro Lucas, líder do União Brasil na Câmara, e pré-candidato a deputado federal pelo Maranhão, pontuou que antes do partido optar pela neutralidade, foram feitas diversas reuniões com os parlamentares e que o sentimento da maioria era focar na eleição proporcional. “Se a gente busca este entendimento, não tenho duvida que a nossa bancada vai crescer levando em conta os nomes que construímos na nossa nominata”.
Do Amazonas, o governador Roberto Cidade, que é pré-candidato ao mesmo cargo, disse que “a neutralidade é o melhor caminho para se ter um bom resultado em 2026”. A mesma posição foi defendida por Josiel Alcolumbre, membro da Executiva Nacional: “Quero me posicionar pela maioria, que quer a neutralidade”.
Outro membro da Executiva, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, e a pré-candidata ao Senado Federal pelo Goiás, Gracinha Caiado, fizeram ressalvas em relação ao candidato à presidência da República Ronaldo Caiado, lembrando o seu passado político e representativo no União Brasil. “Embora respeitando a maioria do partido, eu quero demonstrar o meu respeito ao nome do Caiado”, disse Mandetta.
*Texto: Mônica Pedroso